Liturgia diária 16 de fevereiro de 2016

Na liturgia diária fazemos um encontro pessoal com Deus nos colocando a disposição para ouvir seus ensinamentos.

Para bem nos preparar invoquemos a presença do Espírito Santo: 

Vinde, Espírito Santo, enchei os corações dos vossos fiéis e acendei neles o fogo do vosso amor. Enviai o vosso Espírito e tudo será criado e renovareis a face da terra.

Oremos

Deus que instruístes os corações dos vossos fiéis com a luz do Espírito Santo, fazei que apreciemos retamente todas as coisas segundo o mesmo Espírito e gozemos sempre da sua consolação. Por Cristo, Senhor nosso. Amém.

ORAÇÃO DO DIA

Pai, livra-me de reduzir a palavras vazias a oração que Jesus nos ensinou. Que eu saiba encontrar o sentido do pai-nosso, centrando minha vida na filiação divina e na fraternidade.

PRIMEIRA LEITURA: Is 55,10-11

Leitura do Livro do Profeta Isaías – Isto diz o Senhor: 10Assim como a chuva e a neve descem do céu e para lá não voltam mais, mas vêm irrigar e fecundar a terra, e fazê-la germinar e dar semente, para o plantio e para a alimentação, 11assim a palavra que sair de minha boca, não voltará para mim vazia; antes, realizará tudo que for de minha vontade e produzirá os efeitos que pretendi, ao enviá-la. – Palavra do Senhor.
– Graças a Deus.

SALMO 33

          — O Senhor liberta os justos de todas as angústias.
— O Senhor liberta os justos de todas as angústias.

— Comigo engrandecei ao Senhor Deus, exaltemos todos juntos o seu nome! Todas as vezes que o busquei, ele me ouviu, e de todos os temores me livrou.

— Contemplai a sua face e alegrai-vos, e vosso rosto não se cubra de vergonha! Este infeliz gritou a Deus, e foi ouvido, e o Senhor o libertou de toda angústia.

— O Senhor pousa seus olhos sobre os justos, e seu ouvido está atento ao seu chamado; mas ele volta a sua face contra os maus, para da terra apagar sua lembrança.

— Clamam os justos, e o Senhor bondoso escuta e de todas as angústias os liberta. Do coração atribulado ele está perto e conforta os de espírito abatido.

EVANGELHO: Mt 6,7-15

         – O Senhor esteja convosco.
          – Ele está no meio de nós.
– Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo † segundo São Mateus.
          – Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 7“Quando orardes, não useis muitas palavras, como fazem os pagãos. Eles pensam que serão ouvidos por força das muitas palavras.
8Não sejais como eles, pois vosso Pai sabe do que precisais, muito antes que vós o peçais. 9Vós deveis rezar assim: Pai nosso que estás nos céus, santificado seja o teu nome; 10venha o teu Reino; seja feita a tua vontade, assim na terra como nos céus. 11O pão nosso de cada dia dá-nos hoje. 12Perdoa as nossas ofensas, assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido, 13e não nos deixes cair em tentação, mas livra-nos do mal.
14De fato, se vós perdoardes aos homens as faltas que eles cometeram, vosso Pai que está nos céus também vos perdoará. 15Mas, se vós não perdoardes aos homens, vosso Pai também não perdoará as faltas que vós cometestes”.

– Palavra da Salvação
– Glória a vós Senhor.

Comentário do Evangelho

Na Quaresma, rezamos. A oração cristã não é comprida, não precisa falar muito. Bastam palavras poucas e essenciais dirigidas ao Pai que já as conhece. Santificado seja o teu nome, não seja ele blasfemado por minha causa. Venha o teu Reino, e venha logo, que o dos homens está muito conturbado. Seja feita a tua vontade e não a minha e que eu aprenda a discernir o que te agrada. Não nos falte o alimento por culpa da minha preguiça que não produziu e não lutou para ter o que lhe era de direito. Perdoa-nos de tudo e ensina-nos a perdoar para que não fiquemos com dívidas. Livra-nos do maligno tentador e provocador, e não sejas tu a me tentar e testar. Essa é a oração de Jesus, que ainda insiste no perdão. Quaresma é tempo de sermos perdoados por um sincero arrependimento, uma boa confissão, uma correção de costumes. E tempo de perdoarmos. Perdoar de coração, não guardar mágoas, lembranças dos males passados, não alimentar rancores, imagens distorcidas. O outro precisa mudar? Talvez sim, talvez não. Eu certamente preciso mudar.

LEITURA ORANTE

Oração Inicial

Na liturgia da Quarta-Feira de Cinzas, fomos introduzidos na dinâmica própria deste tempo litúrgico: tempo de conversão, esmolas, oração, jejum… Nesta caminhada quaresmal, guiados pela Palavra de Deus, Jesus nos convida a refletir sobre a oração, colocando-nos diante das palavras com as quais Ele mesmo se dirigiu ao Pai e que ensinou aos seus discípulos.
Deixe-se conduzir pela ação do Espírito Santo que reza em nós, dizendo: “Ó divino Espírito, ensina-me tudo quanto Jesus ensinou. Dá-me inteligência para entender; memória para lembrar; vontade dócil para praticar; coração generoso para corresponder aos teus convites. Amém.”

Leitura (Verdade)

Faça uma leitura do texto. Em seguida, proclame a oração do Pai-Nosso pausadamente e procure acolher cada palavra. O que o texto está dizendo? Qual expressão chamou mais a sua atenção?

A oração do Pai-Nosso, conforme a narrativa de Mateus, está inserida dentro do bloco de capítulos das bem-aventuranças (5 a 7). Depois de dar diversas orientações aos seus discípulos, Jesus então fala sobre a esmola (Mt 6,1-5), sobre a oração (Mt 6,5-15) e, em seguida, sobre o jejum (Mt 6,16-18). Em Mt 6,5-6, Jesus advertiu para que a oração não fosse como a dos hipócritas, que gostam de orar nas sinagogas e esquinas para serem vistos, mas sim um relacionamento com Deus, que conhece com profundidade o coração humano. Agora, nos vv. 7-15, o convite é para não utilizarmos muitas palavras na oração, mas colocarmo-nos com confiança diante do Senhor, que conhece as nossas necessidades antes mesmo que possamos pedir ou dizer algo.
Em seguida, temos a oração do Pai-Nosso. Primeiro, Jesus nos mostra a necessidade de, na oração, sair de si mesmo para Deus (teu nome, teu Reino…); depois, aparece a dimensão comunitária da oração (pão nosso, nossas dívidas…). Em seguida, Jesus enfatiza o elemento da reconciliação com Deus e com os irmãos. Transformados por Deus na oração, somos capazes de relações novas com nossos irmãos.
Detenha-se também em outras palavras e expressões presentes no texto bíblico, como, por exemplo, “Reino”, “vontade de Deus”, “santificado seja o nome de Deus”, “tentações”, “faltas”… Durante alguns instantes de silêncio, procure compreender melhor o texto.

Meditação (Caminho)

Compreendemos, portanto, que a oração não é algo superficial na vida do discípulo, mas precisa estar no centro de sua vida. Também Jesus dedicava momentos para o encontro com o Pai, retirava-se para rezar. É pela oração, pelo encontro com o Senhor, que vamos modelando a nossa vida conforme a vida de Jesus. Na oração, colocamo-nos livres, abertos, confiantes, despojados diante de Deus, que nos acolhe com infinito amor porque nos conhece profundamente e sabe do que temos necessidade. Ao mesmo tempo, nos dispomos a acolher a sua vontade em nossa vida.
O que o texto me diz hoje? Qual é a importância da oração em minha vida? Como é meu relacionamento com Deus na oração? Tenho tempo para Deus? Tenho necessidade da oração, da intimidade com Deus?

Oração (Vida)

Para o papa Francisco, “a oração é a respiração da alma: é importante encontrar momentos do dia para abrir o coração a Deus, mesmo com simples e breves orações do povo cristão”. Qual é a oração que desejo dirigir a Deus neste momento? Pedido, agradecimento, louvor… Reze a oração que Jesus nos ensinou, o Pai-Nosso.

Contemplação (Vida e Missão)

Ao longo deste dia, dedique um tempo para seu encontro com Deus na oração.

Bênção

– Que Deus nos abençoe e nos guarde. Amém.
– Que Ele nos mostre a Sua face e se compadeça de nós. Amém.
– Que volte para nós o Seu olhar e nos dê a paz. Amém.
– Abençoe-nos, Deus misericordioso, Pai, Filho e Espírito Santo. Amém.