Homilia 2o Domingo do tempo comum - Cordeiro de Deus

Estimados Irmãos,

Estamos celebrando hoje as primícias do tempo comum. Este tempo magnífico das coisas quotidianas em que somos convidados a viver a vida olhando e contemplando o Cristo, Cordeiro de Deus que tira nossos pecados e nos salva, nos legando a vida em Deus, a vida eterna.

Assim nos próximos domingos, incluindo o de hoje, iremos refletir em grandes linhas, os passos da vida pública de Jesus, desde o seu Batismo por João até o conflito final em Jerusalém e o anúncio do Último Juízo com a Solenidade de Jesus Cristo Rei do Universo.

Neste ano estudaremos o Evangelho de Mateus. Hoje, entretanto o Evangelista João quer iluminar o Batismo de Jesus. Enquanto Mateus nos contou no domingo passado o acontecimento do Batismo sob o ângulo do cumprimento da vontade do Pai, João considera o Batismo sob o ângulo da revelação: João Batista veio para que o “Cordeiro de Deus” seja conhecido por Israel. Isso porque João é o Evangelista que coloca a manifestação de Deus em Jesus Cristo e atribuiu ao Batista o papel de sua testemunha.

No testemunho de João Batista segundo São João devemos destacar dois elementos: 1 – A antítese “batizar com água”- “batizar com o Espírito Santo”(cf. Mt 3,11= Mc, 1,7-8= Lc 3,16). Mas, enquanto para os evangelistas sinóticos – Mt, Mc e Lc – isso significa que em Jesus vem até nós o batismo escatológico – “em espírito e fogo”- Mt 3,11, João interpreta isso a partir de sua experiência eclesial: desde a morte e ressurreição de Cristo, a Igreja é guiada por seu Espírito. Cristo é aquele que dá o Espírito como dom permanente: o espírito desce sobre Jesus e permanece. 2 – O Evangelho de João atribui a Jesus o título bem particular de Cordeiro de Deus. É uma viva alusão ao Servo de Deus, que, tal um cordeiro, não abre a boca e dá sua vida em prol dos seus irmãos. Mas isso parece relacionar-se com o cordeiro pascal e com o dom do Espírito. Pois tirar o pecado do mundo é precisamente o legado que Jesus, com o dom do Espírito, deixa aos seus quando de sua ressurreição.

Estimados Irmãos,

Hoje a Igreja nos informa, pela sua Santa Liturgia, qual é a razão fundamental do seguimento de Jesus; Jesus é o Filho de Deus, que veio com a força divina para limpar a criatura humana e o pecado e dar-lhe a santidade e a vida de Deus. Jesus tem descrita a maneira pela qual vai cumprir a sua missão.

João Batista proclama Jesus Cristo Filho de Deus, eterno Senhor do tempo, o Messias esperado, aquele que batizará no Espírito Santo. João, o Evangelista, une imediatamente esta glória triunfal à imagem do cordeiro imolado, à cruz. A exaltação de Jesus como Senhor do mundo e da história se dará quando Ele for “levantado da terra” e suspenso no lenho. A hora da glória é a hora da cruz. Todo o Evangelho de João procura mostrar que a estrada gloriosa do Senhor passa pela paixão e morte, vistas como momentos de triunfo, e não de derrota. Jesus age em comunidade com o Pai e o Espírito Santo, portanto não age sozinho. O Batista liga o Antigo ao Novo Testamento pelo exemplo antecipado do verdadeiro cristão: crer, aceitar e dar testemunho da pessoa divina e salvadora de Jesus que, aparecendo no tempo, é eterna como Deus e, recriando o homem, o diviniza, eternizando-o.

Meus queridos irmãos,

Somos hoje convidados a DAR TESTEMUNHO DE QUE JESUS DE NAZARÉ É O FILHO DE DEUS. João Batista é enfático ao afirmar: “Ele está à minha frente, Ele existiu antes de mim”, isto é, Jesus é maior do que eu, Ele já existia antes que o tempo existisse. João Batista anuncia e afirma a eternidade de Jesus. E eterno só é Deus. Jesus se fez homem com uma missão divina: salvar a humanidade, resgatar o homem e a mulher da antiga culpa, do pecado original. E João Batista é a testemunha desta doce verdade: “Eu vi e dou testemunho”. Nós hoje somos também discípulos e por isso testemunhas do Ressuscitado, do Cristo que caminha na história conosco, o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo. Por isso, inicialmente, é preciso ver na pessoa humana de Jesus de Nazaré o Filho de Deus, eterno e com missão divina. Ver, entender e compreender este fato. Depois dar testemunho desta verdade inexorável, ou seja, passa-la aos outros com humildade e grande convicção. “Dar testemunho” de Jesus é uma obrigação que João Evangelista inculca ao longo de seu Evangelho.

Mas o Evangelista fala das características deste Cordeiro de Deus: a mansidão e a humildade que irá acompanhar Jesus de sua vida pública até a sua morte e ressurreição por nós. João apresenta Jesus, o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo. Jesus perdoa os pecados e tem este poder porque é Deus. Assim, Jesus é o cordeiro pascal imolado pelos hebreus no Egito e seu sangue que, derramado sobre portas, libertara o povo da morte. A expressão prevê a morte de Jesus para dar a vida aos homens. Seu sangue será salvador.

O Cordeiro de Deus, lembrado desde Isaías, aponta para a morte violenta de Jesus, mas recorda seu comportamento silencioso – fazendo a vontade de Deus – e cheio de misericórdia, mansidão, acolhida.

Somos, por conseguinte, convidados a viver o exercício da bondade, da faternura, da misericórdia, da mansidão a exemplo do Cristo Bom Pastor.

A dialética presente de glória e humilhação, eternidade e morte, divindade e sofrimento recorda a imolação e a cruz.  O destino de Jesus na terra, sem abdicar a divindade, passa pela dor e condenação. Por isso, “quem se humilha será exaltado”(cf. Lc 14,11 e 18,14).

Estimados irmãos,

O importante para o Evangelho é termos consciência de que Deus tem um projeto de salvação para o mundo e para os homens. A história humana não é, portanto, uma história de fracasso, de caminhada sem sentido para um beco sem saída; mas é uma história onde é preciso ver Deus a conduzir o homem pela mão e a apontar-lhe, em cada curva do caminho, a realidade feliz do novo céu e da nova terra. É verdade que, em certos momentos da história, parecem erguer-se muros intransponíveis que nos impedem de contemplar com esperança os horizontes finais da caminhada humana; mas a consciência da presença salvadora e amorosa de Deus na história deve animar-nos, dar-nos confiança e acender nos nossos olhos e no nosso coração a certeza da vida plena e da vitória final de Deus.

Jesus não foi mais um “homem bom”, que coloriu a história com o sonho ingénuo de um mundo melhor e desapareceu do nosso horizonte; mas Jesus é o Deus que Se fez pessoa, que assumiu a nossa humanidade, que trouxe até nós uma proposta objetiva e válida de salvação e que hoje continua presente e ativo na nossa caminhada, concretizando o plano libertador do Pai e oferecendo-nos a vida plena e definitiva. Ele é, agora e sempre, a verdadeira fonte da vida e da liberdade.

 Caros fiéis,

A Primeira Leitura(cf. Is 49,3.5-6) apresenta o segundo canto do Servo de Javé; “Luz das nações”, vocação e missão. Deus faz de seu Servo o Libertador de Israel e a Luz das Nações. Na sua humildade revela-se a força de Deus.

É Deus que escolhe, que chama, que envia. Referindo-se a Israel, a expressão faz alusão às origens do Povo, à eleição e à aliança: Israel existe porque Deus o escolheu entre todos os povos, revelou-lhe o seu rosto, constituiu-o como Povo, libertou-o da escravidão, conduziu-o através do deserto e estabeleceu com ele uma relação especial de comunhão e de aliança. A eleição e a aliança pressupõem, contudo, a missão e o testemunho. A missão deste Servo a quem Deus chamou é, em primeiro lugar, “reconduzir Jacob e reunir Israel” a Jahwéh (vers. 5c.d). Aqui faz-se referência, provavelmente, ao regresso do Povo à órbita da aliança (considerada rompida pelo pecado do Povo), à reunião de todos os exilados e ao regresso à Terra Prometida.

A missão do Servo é, depois, ampliada “às nações” (vers. 6): Israel deve dar testemunho da salvação de Deus, de forma a que a proposta salvadora e libertadora chegue, por intermédio do Servo/Povo aos homens e mulheres de toda a terra. Não deixa de impressionar a grandiosidade da missão confiada, em contraste com a situação de opressão, de apagamento, de fragilidade em que vivem os exilados. Aqui afirma-se o jeito de Deus, que age no mundo, salva e liberta recorrendo a instrumentos frágeis e indignos.

Na primeira leitura somos convidados a tomar consciência da vocação a que somos chamados e das suas implicações. Não se trata de uma questão que apenas atinge e empenha algumas pessoas especiais, com um lugar à parte na comunidade eclesial (os padres, os diáconos, as freiras, as lideranças pastorais…); mas trata-se de um desafio que Deus faz a cada um dos seus filhos, que a todos implica e que a todos empenha. A figura do Servo de Jahwéh nos convida, em primeiro lugar, a tomar consciência de que na origem da vocação está Deus: é Ele que elege, que chama e que confia a cada um uma missão. A nossa vocação é sempre algo que tem origem em Deus e que só se entende à luz de Deus.  A vocação não se esgota, contudo, na aproximação do homem a Deus, mas é sempre em ordem a um testemunho e a uma intervenção no mundo (mesmo que se trate de uma vocação contemplativa). O homem chamado por Deus é sempre um homem que testemunha e que é um sinal vivo de Deus, dos seus valores e das suas propostas diante dos outros homens. Ao refletirmos na lógica da vocação, é preciso estarmos cientes de que toda a vocação tem origem em Deus, é alimentada por Deus, e de que Deus se serve, muitas vezes, da nossa fragilidade, caducidade e indignidade para atuar no mundo. Aquilo que fazemos de bom e de bonito não resulta, portanto, das nossas forças ou das nossas qualidades, mas de Deus. O coração do profeta não tem, portanto, qualquer razão para se encher de orgulho, de vaidade e de autossuficiência: convém ter consciência de que por detrás de tudo está Deus, e que só Deus é capaz de transformar o mundo, a partir dos nossos pobres gestos e das nossas frágeis forças.

Caros irmãos,

A Segunda Leitura(cf. 1Cor 1,1-3) nos apresenta a vocação de Paulo ao apostolado e a nossa vocação à vida de santidade. No início da Primeira Carta aos Coríntios, na qualidade de vocacionado de Cristo, São Paulo lembra aos coríntios a sua santa vocação. Pela vontade de Deus, apóstolo e comunidade formam uma só realidade. Daí a paixão pela unidade da comunidade, nos primeiros capítulos da carta.

No decurso da sua segunda viagem missionária, Paulo chegou a Corinto, depois de atravessar boa parte da Grécia, e ficou por lá cerca 18 meses (anos 50-52). De acordo com At 18,2-4, Paulo começou a trabalhar em casa de Priscila e Áquila, um casal de judeu-cristãos. No sábado, usava da palavra na sinagoga. Com a chegada a Corinto de Silvano e Timóteo (2 Cor 1,19; At 18,5), Paulo consagrou-se inteiramente ao anúncio do Evangelho. Mas não tardou a entrar em conflito com os judeus e foi expulso da sinagoga.

Corinto era uma cidade nova e muito próspera. Servida por dois portos de mar, possuía as características típicas das cidades marítimas: população de todas as raças e de todas as religiões. Era a cidade do desregramento para todos os marinheiros que cruzavam o Mediterrâneo, ávidos de prazer, após meses de navegação. Na época de Paulo, a cidade comportava cerca de 500.000 pessoas, das quais dois terços eram escravos. A riqueza escandalosa de alguns contrastava com a miséria da maioria.

Como resultado da pregação de Paulo, nasceu a comunidade cristã de Corinto. A maior parte dos membros da comunidade eram de origem grega, embora em geral, de condição humilde (cf. 1 Cor 11,26-29; 8,7; 10,14.20; 12,2); mas também havia elementos de origem hebraica (cf. At 18,8; 1 Cor 1,22-24; 10,32; 12,13).

De uma forma geral, a comunidade era viva e fervorosa; no entanto, estava exposta aos perigos de um ambiente corrupto: moral dissoluta (cf. 1 Cor 6,12-20; 5,1-2), querelas, disputas, lutas (cf. 1 Cor 1,11-12), sedução da sabedoria filosófica de origem pagã que se introduzia na Igreja revestida de um superficial verniz cristão (cf. 1 Cor 1,19-2,10).
Tratava-se de uma comunidade forte e vigorosa, mas que mergulhava as suas raízes em terreno adverso. Na comunidade de Corinto, vemos as dificuldades da fé cristã em inserir-se num ambiente hostil, marcado por uma cultura pagã e por um conjunto de valores que estão em profunda contradição com a pureza da mensagem evangélica.

São Paulo começa esta carta com a saudação e a ação de graças, típicas das cartas paulinas. Na saudação, carregada de conteúdo teológico, Paulo reivindica a sua condição de escolhido por Deus (de apóstolo), sugerindo que está revestido de autoridade para proclamar com plena garantia o Evangelho. Esta reivindicação sugere que, no contexto coríntio, havia quem punha em causa a sua autoridade apostólica e o seu testemunho. Os destinatários da carta são, evidentemente, os membros da comunidade cristã de Corinto; no entanto, a mensagem serve para os cristãos de todas as épocas e de todas as latitudes.

Neste parágrafo inicial, o vocábulo chamado assume um lugar especial: Paulo foi chamado por Deus a ser apóstolo e os coríntios são uma comunidade de chamados à santidade. Transparece aqui, como na primeira leitura, a convicção de que Deus tem um projeto para os homens e para o mundo e que todos – quer Paulo, quer os cristãos de Corinto, são chamados a um compromisso efetivo com esse projeto.

O que é que significa ser chamado à santidade? No contexto paulino, os santos são todos aqueles que acolheram a proposta libertadora de Jesus e aceitaram os valores do Evangelho. Os “santos” são os “separados”: os coríntios são “santos” porque, ao aceitar a proposta de Jesus, escolheram viver “separados” do mundo. “Separados” não significa “alheados”; mas significa viver de acordo com valores e esquemas diferentes dos valores e esquemas consagrados pelo mundo.

A palavra “klêtos” (“chamado”), aqui usada, supõe Deus como sujeito: foi Deus que chamou Paulo; é Deus que chama os coríntios. Mais uma vez fica claro que o chamamento provém da iniciativa divina e que só se compreende a partir de Deus e à luz da ação de Deus.

Realizar a vocação à santidade não implica seguir caminhos impossíveis de ascese, de privação, de sacrifício; mas significa, sobretudo, acolher a proposta libertadora que Deus oferece em Jesus e viver de acordo com os valores do Reino.

Convém ter sempre presente que a Igreja, a comunidade dos “chamados à santidade”, é constituída por “todos os que invocam, em qualquer lugar, o nome de Nosso Senhor Jesus Cristo”. É importante termos consciência de que, para além da cor da pele, das diferenças sociais, das distâncias sociais ou culturais, das perspectivas diferentes sobre as questões secundárias da vivência da religião, o essencial é aquilo que nos une e nos faz irmãos: Jesus Cristo e o reconhecimento de que Ele é o Senhor que nos conduz pela história e nos oferece a salvação.

Estimados irmãos,

O mundo foi criado para o bem. O pecado entrou depois e a terra tornou-se um lugar de exílio, e o homem passou a viver em permanente saudade do céu. Hoje o Cristo vem para tirar o pecado do mundo. E o faz através do mesmo espírito que, no início da criação, dava vida ao mundo. O Evangelho de hoje não informa que Jesus veio não apenas dar a vida, mas a vida divina. Recria, para bem melhor, a condição humana, refaz na criatura humana o direito à herança do céu. E se torna para a humanidade o caminho de ligação com a Santíssima Trindade. A Segunda Leitura se une às duas outras mediante o tema da vocação – a vocação de Paulo como apóstolo, vocação dos fiéis de Corinto, e de toda a Igreja, à santidade. Toda vocação participa da vocação que Deus suscitou nos seus filhos, desde antigamente, participa, especialmente e de maneira incomparável, da vocação de Cristo.

Jesus tira os pecados do mundo. O homem moderno, entretanto, parece que falsamente está convencido de ser o dono do seu destino. Hoje há um novo modo de se por e viver o problema da salvação, de maneira equivocada. Ao homem de hoje se oferece uma nova esperança terrena. A visão do homem passa de teocêntrica a geocêntrica e antropocêntrica: operou-se um radical deslocamento de interesses, uma autentica revolução coopernicana no universo espiritual do homem. O homem atual, desgraçadamente, não se considera mais um peregrino que percorre apressadamente o vale de lágrimas deste mundo, todo voltado para a terra prometida da eternidade. O homem hodierno torna-se cada vez mais sedentário; substituiu a tenda movediça pela sólida casa de pedra. As únicas fronteiras que conhece são as terrestres e temporais. Uma esperança humana e terrena tomou o lugar da esperança teologal.

O homem atual quer conquistar a sua salvação pela felicidade irreversível do mundo. A fidelidade à terra e a preocupação com a construção da cidade terrena sobrepujaram a fidelidade à Deus, à Igreja e à cidade celeste, à Jerusalém do Alto. O homem confia mais nas suas próprias forças do que nas forças salvadoras de Deus.

Urge uma mudança radical de paradigmas. Devemos relativizar as coisas humanas e valorizar as coisas eternas, o sagrado, os sacramentos, a vida comunitária, o anúncio da salvação, o “Cordeiro de Deus” que tira os pecados do mundo. Jesus Cristo é o cordeiro da Nova Páscoa que, com a sua morte, inaugura e ratifica a libertação do povo de Deus. Somente Jesus poderá vencer o mal, as drogas, a violência, a corrupção, a maldade, o degredo, o pecado, a perdição do homem de nossos dias. As experiências negativas e nefastas de guerras, armas nucleares, ausência do diálogo internacional, devastação ambiental nos convida a refundar a nossa caminhada de discípulos-missionários de Jesus Cristo que, pela palavra de João dirigida a Jesus: “Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado mundo. Dele é que eu disse: Depois de mim vem um homem que passou à minha frente, porque existia antes de mim. Também eu não o conhecia, mas se eu vim batizar com água, foi para que ele fosse manifestado a Israel”(cf. Jo 1,29-31). Jesus, o Cordeiro de Deus, anunciado por João Batista é o Reino novo que veio estar entre os homens. A Eucaristia do pão e do vinho é a continuação, no tempo, desta revelação: “Deus está conosco”. Participar desta revelação é participar do Banquete Eucarístico Dominical, em estado de graça, colocando a sua adesão à realidade do Reino que vem!

Peçamos, pois, irmãos e irmãs, que todos se empenhem na busca da justiça de Deus, porque a nossa vocação é uma participação na do Cristo, mediante o Espírito que permanece n’Ele e nos faz permanecer n’Ele, para que nós, como novos servos de Deus, tiremos de todos os modos possíveis o pecado do mundo, empenhando-nos pela justiça de Deus. Amém!

Homilia por: Padre Wagner Augusto Portugal