Liturgia diária, Assunção de Nossa Senhora - Lc 1,39-56

Assunção de Nossa Senhora – Ano Litúrgico A

20 de agosto de 2017

ORAÇÃO DO DIA

Pai, conduze-me pelos caminhos de Maria, tua fiel servidora, cuja vida se consumou, sendo exaltada por ti. Que, como Maria, eu saiba me preparar para a comunhão plena contigo.

PRIMEIRA LEITURA: Ap 11,19a; 12,1.3-6a.10ab

Leitura do Livro do Apocalipse de São João – 19aAbriu-se o Templo de Deus que está no céu e apareceu no Templo a Arca da Aliança.
12,1Então apareceu no céu um grande sinal: uma mulher vestida de sol, tendo a lua debaixo dos pés e sobre a cabeça uma coroa de doze estrelas.
3Então apareceu outro sinal no céu: um grande Dragão, cor de fogo. Tinha sete cabeças e dez chifres e, sobre as cabeças, sete coroas. 4Com a cauda, varria a terça parte das estrelas do céu, atirando-as sobre a terra. O Dragão parou diante da Mulher, que estava para dar à luz, pronto para devorar o seu Filho, logo que nascesse.
5E ela deu à luz um filho homem, que veio para governar todas as nações com cetro de ferro. Mas o Filho foi levado para junto de Deus e do seu trono.
6aA mulher fugiu para o deserto, onde Deus lhe tinha preparado um lugar.
10abOuvi então uma voz forte no céu, proclamando: “Agora realizou-se a salvação, a força e a realeza do nosso Deus, e o poder do seu Cristo”.

– Palavra do Senhor.
– Graças a Deus.

SALMO 44

— À vossa direita se encontra a rainha,/ com veste esplendente de ouro de Ofir.
— À vossa direita se encontra a rainha,/ com veste esplendente de ouro de Ofir.

— As filhas de reis vêm ao vosso encontro,/ e à vossa direita se encontra a rainha/ com veste esplendente de ouro de Ofir.

— Escutai, minha filha, olhai, ouvi isto:/ “Esquecei vosso povo e a casa paterna!/ Que o rei se encante com vossa beleza!/ Prestai-lhe homenagem: é vosso Senhor!

— Entre cantos de festa e com grande alegria,/ ingressam, então, no palácio real.

SEGUNDA LEITURA: 1Cor 15,20-27a

Leitura da Primeira Carta de São Paulo aos Coríntios – Irmãos: 20Cristo ressuscitou dos mortos como primícias dos que morreram.
21Com efeito, por um homem veio a morte e é também por um homem que vem a ressurreição dos mortos.
22Como em Adão todos morrem, assim também em Cristo todos reviverão. 23Porém, cada qual segundo uma ordem determinada: Em primeiro lugar, Cristo, como primícias; depois, os que pertencem a Cristo, por ocasião de sua vinda. 24A seguir, será o fim, quando ele entregar a realeza a Deus Pai, depois de destruir todo principado e todo poder e força.
25Pois é preciso que ele reine até que todos os seus inimigos estejam debaixo de seus pés. 26O último inimigo a ser destruído é a morte. 27aCom efeito, “Deus pôs tudo debaixo de seus pés”.

– Palavra do Senhor.
– Graças a Deus.

EVANGELHO:  Lc 1,39-56

– O Senhor esteja convosco.
          – Ele está no meio de nós.
– Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo † segundo São Lucas.
          – Glória a vós, Senhor.

Naqueles dias, 39Maria partiu para a região montanhosa, dirigindo-se, apressadamente, a uma cidade da Judeia.
40Entrou na casa de Zacarias e cumprimentou Isabel.
41Quando Isabel ouviu a saudação de Maria, a criança pulou no seu ventre e Isabel ficou cheia do Espírito Santo. 42Com grande grito, exclamou: “Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre! 43Como posso merecer que a mãe do meu Senhor me venha visitar? 44Logo que a tua saudação chegou aos meus ouvidos, a criança pulou de alegria no meu ventre. 45Bem-aventurada aquela que acreditou, porque será cumprido o que o Senhor lhe prometeu”.
46Então Maria disse: “A minha alma engrandece o Senhor, 47e o meu espírito se alegra em Deus, meu Salvador, 48porque olhou para a humildade de sua serva. Doravante todas as gerações me chamarão bem-aventurada, 49porque o Todo-poderoso fez grandes coisas em meu favor. O seu nome é santo, 50e sua misericórdia se estende, de geração em geração, a todos os que o respeitam.
51Ele mostrou a força de seu braço: dispersou os soberbos de coração. 52Derrubou do trono os poderosos e elevou os humildes. 53Encheu de bens os famintos, e despediu os ricos de mãos vazias. 54Socorreu Israel, seu servo, lembrando-se de sua misericórdia, 55conforme prometera aos nossos pais, em favor de Abraão e de sua descendência, para sempre”.
56Maria ficou três meses com Isabel; depois voltou para casa

– Palavra da Salvação
– Glória a vós Senhor.

Comentário do Evangelho

Maria vai apressadamente para a região montanhosa da Judeia. Vai ajudar sua prima Isabel que também está grávida e a chama de “bendita entre as mulheres”. De fato, dentre todas as mulheres ela foi escolhida para ser a Mãe do Senhor. Maria sobe às montanhas de Judá, canta o Magnificat, sobe e continua subindo até as portas do Templo que está no céu, as quais se abrem e mostram a Arca da Aliança. Maria adormeceu, ressuscitou e foi levada ao céu em corpo e alma, acolhida por um cortejo de filhas de reis que entram no palácio alegres, cantando. Aquela que é cheia de graça, marcada desde a origem pela inimizade com a Serpente, não podia sofrer as consequências do pecado, do qual foi preservada pelos méritos de seu Filho Jesus Cristo.
Santo Agostinho ensina que a carne de Cristo e a da Virgem são uma só carne, por isso o corpo de Maria não podia ser corrompido e desfeito como o nosso. Diz Agostinho: “Já que a natureza humana está condenada à podridão e aos vermes, e que Jesus foi poupado desse ultraje, a natureza de Maria também está imune a isso, pois foi nela que Jesus assumiu a sua natureza”. E acrescenta: “O trono de Deus, o leito nupcial do Senhor, o tabernáculo de Cristo, deve estar onde ele próprio está, pois é mais digno conservar este tesouro no Céu do que na Terra”. Por fim, a propósito da perfeita integridade de sua carne virginal, diz: “Alegre-se, Maria, de uma alegria indizível em seu corpo e em sua alma, em seu próprio filho Cristo, com seu próprio filho e por seu próprio filho, pois a pena da corrupção não deve ser conhecida por aquela que não teve sua integridade corrompida quando gerou seu filho”.
O dogma da Assunção foi proclamado por Pio XII no dia 1o de novembro de 1950, mas a celebração da Assunção é bem mais antiga. As tradições da “dormição” de Maria e a transferência de seu corpo para o paraíso remontam ao século II. A celebração litúrgica é do século VI. Em Jerusalém já se fazia nessa época uma procissão ao túmulo de Maria, tradição que continua até hoje.

Côn. Celso Pedro da Silva, ‘A Bíblia dia a dia 2017’, Paulinas

LEITURA ORANTE

Oração Inicial
Neste domingo solene da Assunção de Nossa Senhora, celebramos também o Dia das Vocações à Vida Religiosa. Maria canta a bondade e a misericórdia de Deus e testemunha a esperança dos pobres e humildes que esperam no seu Senhor. Como ela, nos dispomos hoje a acolher a comunicação que o Senhor nos faz por meio da Palavra que vamos meditar.
Peçamos: “Espírito Divino, luz de Deus, vinde nos iluminar, para que possamos compreender o sentido profundo da Palavra de Deus. Fazei-nos discípulos missionários de Jesus, Caminho, Verdade e Vida, transformando nosso coração em terra boa, onde a Palavra produza frutos abundantes. Amém.”

Leitura (Verdade)
O que diz o texto? Que experiência existe em comum entre Maria e Isabel? Quais elementos estão presentes no cântico de Maria?
“Lucas faz as narrativas paralelas dos anúncios do anjo e do nascimento de Jesus e de João Batista. Com isto ele destaca a íntima relação entre a missão de João Batista e a missão de Jesus. João Batista significa a ruptura com a religião do Templo e da Lei, e Jesus, na esteira desta ruptura, significa a inauguração dos novos tempos da manifestação da misericórdia e do amor paternal de Deus. Nesta narrativa da visitação de Maria a Isabel, com o encontro das duas mães, fica realçada a subordinação do menino no ventre de Isabel ao menino no ventre de Maria. Quando Isabel ouviu a saudação de Maria, trazendo Jesus em seu ventre, seu menino pulou de alegria. Maria é bem-aventurada por trazer consigo aquele que renova o mundo” (Reflexão de José Raimundo Oliva, em “A Bíblia dia a dia”, da Paulinas Editora).

Meditação (Caminho)
“Lemos, rezamos ou cantamos, muitas vezes, o Magnificat. Fazemos nossa a fé, a alegria e o louvor mediante os quais Maria glorifica a Deus. Sempre que repetimos: ‘Todas as gerações me chamarão bem-aventurada’, nós bem intuímos que no grande louvor de Deus esta pequena frase e esta profecia constituem o louvor reservado à Mãe. Reiteramos esta profecia com júbilo, dando-lhe uma espécie de cumprimento. Hoje somos a geração que diz com alegria e reconhecimento: todas as gerações me chamarão bem-aventurada! Sim, Mãe de Jesus, declaramos-te bem-aventurada; tu és a causa da nossa própria alegria” (Reflexão do livro: “Maria dos Evangelhos”, da Paulinas Editora).

Oração (Vida)
Oração pela Vida Consagrada
“Neste dia, Senhor, com o coração cheio de alegria, te agradecemos: pela presença missionária da Vida Religiosa Consagrada em nosso país e em outras partes do mundo, sendo sinal de esperança e de paz. Pelo esforço, dedicação e serviço das irmãs, dos irmãos e dos sacerdotes junto aos mais pobres e sofridos. Pelo teu grande amor e bondade de Pai e Mãe aos(às) filhos(as) amados(as) do teu coração. Hoje queremos te pedir: guarda, fortalece e abençoa as famílias, fazendo-as felizes e santas em sua missão de pais e mães. Desperta no coração dos(as) jovens a alegria de servir os irmãos e irmãs que necessitam de tua Palavra, tua bondade e tua compaixão. Ajuda os(as) jovens a ouvir e responder com generosidade e fidelidade ao teu chamado. Encoraja suas decisões para que cheios(as) de confiança no teu imenso amor escutem teus apelos de amor e respondam consagrando-se a teu serviço na Vida Religiosa Consagrada como sacerdote, irmão e irmã. Amém” (Fonte: CRB).

Contemplação (Vida e Missão)
Qual novo olhar nasceu em você a partir da Palavra? Quais apelos a Palavra despertou em seu coração? Quais compromissos você deseja assumir em sua vida?

Bênção
– Que Deus nos abençoe e nos guarde. Amém.
– Que Ele nos mostre a Sua face e se compadeça de nós. Amém.
– Que volte para nós o Seu olhar e nos dê a paz. Amém.
– Abençoe-nos, Deus misericordioso, Pai, Filho e Espírito Santo. Amém.