33ª Semana Comum – 18 de novembro de 2015

Liturgia diaria 18 de novembro de 2015

Na liturgia diária fazemos um encontro pessoal com Deus nos colocando a disposição para ouvir seus ensinamentos.

Para bem nos preparar invoquemos a presença do Espírito Santo: 

Vinde, Espírito Santo, enchei os corações dos vossos fiéis e acendei neles o fogo do vosso amor. Enviai o vosso Espírito e tudo será criado e renovareis a face da terra.

Oremos

Deus que instruístes os corações dos vossos fiéis com a luz do Espírito Santo, fazei que apreciemos retamente todas as coisas segundo o mesmo Espírito e gozemos sempre da sua consolação. Por Cristo, Senhor nosso. Amém.

ORAÇÃO DO DIA

Pai, faze de mim um discípulo fiel de Jesus a quem deverei prestar contas do bom uso dos dons que me concedeu. Que eu seja prudente no meu agir.

PRIMEIRA LEITURA: 2Mc 7,1.20-31

Leitura do Segundo Livro dos Macabeus – Naqueles dias, 1aconteceu que foram presos sete irmãos, com sua mãe, aos quais o rei, por meio de golpes de chicote e de nervos de boi, quis obrigar a comer carne de porco, que lhes era proibida. 20Mas especialmente admirável e digna de abençoada memória foi a mãe, que, num só dia, viu morrer sete filhos, e tudo suportou valorosamente por causa da esperança que depositou no Senhor. 21Cheia de nobres sentimentos, ela exortava a cada um na língua de seus pais e, revestindo de coragem varonil sua alma de mulher, dizia-lhes: 22“Não sei como aparecestes em minhas entranhas: não fui eu quem vos deu o espírito e a vida nem fui eu quem organizou os elementos dos vossos corpos.
23Por isso, o Criador do mundo, que formou o homem na sua origem e preside à geração de todas as coisas, ele mesmo, na sua misericórdia, vos dará de novo o espírito e a vida, pois agora vos desprezais a vós mesmos, por amor às suas leis”. 24Antíoco julgou que ela o desprezasse e suspeitou que o estivesse insultando. Como o mais novo dos irmãos ainda estivesse vivo, o rei tentava persuadi-lo. E não só com palavras, mas também com juramento, prometeu fazê-lo rico e feliz, além de torná-lo seu amigo e confiar-lhe altas funções, contanto que abandonasse as leis de seus antepassados.
25Vendo que o jovem não lhe prestava nenhuma atenção, o rei chamou a mãe e exortou-a a dar conselhos ao rapaz, para que salvasse a sua vida. 26Como ele insistisse com muitas palavras, ela concordou em persuadir o filho. 27Inclinou-se então para ele e, zombando do cruel tirano, assim falou na língua de seus pais: “Filho, tem compaixão de mim, que te trouxe nove meses em meu seio e por três anos te amamentei; que te criei e eduquei até a idade que tens, sempre cuidando do teu sustento. 28Eu te peço, meu filho: contempla o céu e a terra e observa tudo o que neles existe. Reconhece que não foi de coisas existentes que Deus os fez, e que também o gênero humano surgiu da mesma forma. 29Não tenhas medo desse carrasco. Pelo contrário, sê digno de teus irmãos e aceita a morte, a fim de que eu torne a receber-te com eles no tempo da misericórdia”.
30Mal tinha ela acabado de falar, o jovem declarou: “Que esperais? Não obedecerei às ordens do rei, mas aos mandamentos da Lei dada aos nossos pais por Moisés. 31E tu, que inventaste toda espécie de maldades contra os hebreus, não escaparás às mãos de Deus”. – Palavra do Senhor.
– Graças a Deus.

SALMO 16

— Ao despertar me saciará vossa presença, ó Senhor!
— Ao despertar me saciará vossa presença, ó Senhor!

— Ó Senhor, ouvi a minha justa causa, escutai-me e atendei o meu clamor! Inclinai o vosso ouvido à minha prece, pois não existe falsidade nos meus lábios!

— Os meus passos eu firmei na vossa estrada, e por isso os meus pés não vacilaram. Eu vos chamo, ó meu Deus, porque me ouvis, inclinai o vosso ouvido e escutai-me!

— Protegei-me qual dos olhos a pupila e guardai-me, à proteção de vossas asas. Mas eu verei, justificado, a vossa face e ao despertar me saciará vossa presença.

EVANGELHO: Lc 19,11-28

         – O Senhor esteja convosco.
          – Ele está no meio de nós.
– Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo † segundo São Lucas.
          – Glória a vós, Senhor.

         Naquele tempo, 11Jesus acrescentou uma parábola, porque estava perto de Jerusalém e eles pensavam que o Reino de Deus ia chegar logo. 12Então Jesus disse:
“Um homem nobre partiu para um país distante, a fim de ser coroado rei e depois voltar. 13Chamou então dez dos seus empregados, entregou cem moedas de prata a cada um e disse: ‘Procurai negociar até que eu volte’.
14Seus concidadãos, porém, o odiavam, e enviaram uma embaixada atrás dele, dizendo: ‘Nós não queremos que esse homem reine sobre nós’. 15Mas o homem foi coroado rei e voltou. Mandou chamar os empregados, aos quais havia dado o dinheiro, a fim de saber quanto cada um havia lucrado. 16O primeiro chegou e disse: ‘Senhor, as cem moedas renderam dez vezes mais’. 17O homem disse: ‘Muito bem, servo bom. Como foste fiel em coisas pequenas, recebe o governo de dez cidades’.
18O segundo chegou e disse: ‘Senhor, as cem moedas renderam cinco vezes mais’. 19O homem disse também a este: ‘Recebe tu também o governo de cinco cidades’. 20Chegou o outro empregado e disse: ‘Senhor, aqui estão as tuas cem moedas que guardei num lenço, 21pois eu tinha medo de ti, porque és um homem severo. Recebes o que não deste e colhes o que não semeaste’. 22O homem disse: ‘Servo mau, eu te julgo pela tua própria boca. Tu sabias que eu sou um homem severo, que recebo o que não dei e colho o que não semeei. 23Então, por que tu não depositaste meu dinheiro no banco? Ao chegar, eu o retiraria com juros’. 24Depois disse aos que estavam aí presentes: ‘Tirai dele as cem moedas e dai-as àquele que tem mil’. 25Os presentes disseram: ‘Senhor, esse já tem mil moedas!’ 26Ele respondeu: ‘Eu vos digo: a todo aquele que já possui, será dado mais ainda; mas àquele que nada tem, será tirado até mesmo o que tem. 27E quanto a esses inimigos, que não queriam que eu reinasse sobre eles, trazei-os aqui e matai-os na minha frente’”. 28Jesus caminhava à frente dos discípulos, subindo para Jerusalém.

– Palavra da Salvação
– Glória a vós Senhor.

Comentário do Evangelho

Produzir fruto e realizar a missão com liberdade
A razão da parábola do rei é bastante próxima da parábola dos talentos (Mt 25,14-30). Antes da parábola, o narrador introduz a motivação: a multidão que acompanhava Jesus com entusiasmo pensava que o Reino de Deus iria se manifestar imediatamente. A parábola evoca o mistério pascal de Jesus Cristo e a parusia do Filho do Homem. Noutra ocasião já afirmamos que um dos traços característicos do evangelho segundo Lucas é corrigir a ideia de que a segunda vinda do Cristo seria iminente. Entre a partida do rei para o estrangeiro e a sua volta há todo um trabalho a ser feito, que é a administração dos bens do rei. Para o leitor, fica claro que o rei é Jesus Cristo. Todo o acento da parábola é posto no servo que guardou o dinheiro do rei num lenço, sem fazê-lo render, ao contrário do que fizeram todos os outros nove. O medo o paralisou, impediu o seu esforço e a sua criatividade. De onde vem o medo desse “servo mau”? Do espírito servil, da mentalidade de escravo da qual é preciso se libertar para poder produzir fruto e realizar a missão recebida do Senhor.
Pe. Carlos Alberto Contieri, sj

LEITURA ORANTE

Preparo-me para a Leitura Orante, fazendo uma rede de comunicação
e comunhão em torno da Palavra com todas as pessoas que se neste ambiente
virtual. Rezamos em sintonia com a Santíssima Trindade.

Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém
Senhor, nós te agradecemos por este dia.
Abrimos, com este acesso à internet,
nossas portas e janelas para que tu possas
Entrar com tua luz.
Queremos que tu Senhor, definas os contornos de
Nossos caminhos,
As cores de nossas palavras e gestos,
A dimensão de nossos projetos,
O calor de nossos relacionamentos e o
Rumo de nossa vida.
Podes entrar, Senhor em nossas famílias.
Precisamos do ar puro de tua verdade.
Precisamos de tua mão libertadora para abrir
Compartimentos fechados.
Precisamos de tua beleza para amenizar
Nossa dureza.
Precisamos de tua paz para nossos conflitos.
Precisamos de teu contato para curar feridas.
Precisamos, sobretudo, Senhor, de tua presença
Para aprendermos a partilhar e abençoar!
Ó Jesus Mestre, Verdade-Caminho-Vida, tem piedade de nós.

1. Leitura (Verdade)
O que diz o texto do dia? Leio atentamente o texto: Lc 19,11-28
Esta parábola contada por Jesus é conhecida como a parábola dos talentos. É a história de um patrão que ao viajar “chamou dez dos seus empregados, deu a cada um uma moeda de ouro” com uma incumbência: fazer render o dinheiro até a sua volta. Quando o patrão voltou, pediu contas aos seus empregados. O primeiro fez a moeda de ouro render dez. Por isso ganhou como prêmio governar dez cidades.
O segundo empregado ganhou cinco moedas. Por isso lhe foram confiadas cinco cidades.
Um outro empregado embrulhou num lenço a moeda e a escondeu, dizendo que fizera isto por medo do patrão que era um homem duro, exigente. Este não só foi repreendido, mas a sua moeda foi dada ao que tinha dez. Este empregado acomodado quis justificar sua incompetência no patrão que descreve como “duro” e condenou-se a si próprio. Não só não fez frutificar o seu talento, mas estragou o lenço e a oportunidade que tinha de ser promovido.
Jesus Cristo quis dizer que não se conquista a salvação de braços cruzados. O Projeto do Treino exige de cada pessoa uma fidelidade criativa à Palavra.

2. Meditação (Caminho)
O que o texto diz para mim, hoje?
O bem-aventurado Alberione dizia: “A família paulina tem grande abertura para o mundo.
Todas as questões e fatos são julgados à luz do Evangelho”. (AD 65)

Os bispos na Conferência de Aparecida lembraram: “A Igreja tem como missão própria e específica comunicar a vida de Jesus Cristo a todas as pessoas, anunciando a Palavra, administrando os sacramentos e praticando a caridade. É oportuno recordar que o amor se mostra nas obras mais do que nas palavras, e isto vale também para nossas palavras nesta V Conferência. Nem todo o que diz Senhor, Senhor… (cf. Mt 7,21). Os discípulos missionários de Jesus Cristo tem a tarefa prioritária de dar testemunho do amor de Deus e ao próximo com obras concretas. Dizia São Alberto Hurtado: “Em nossas obras, nosso povo sabe que compreendemos sua dor” (DA, 386).
Alberione tinha este anseio: “que os novos apóstolos saneassem as leis, a escola, a literatura, a imprensa, os costumes. Que a Igreja tivesse um novo impulso missionário, que fossem usados bem os novos meios de comunicação”. (AD 19). Multiplicando seus talentos fez nascer e crescer na Igreja a Família Paulina
E eu me interrogo: Como aplico meus talentos?

3.Oração (Vida)
O que o texto me leva a dizer a Deus?
Rezo e silêncio e depois canto com o Padre Zezinho
SONHADORES DA PAZ
Sonhadores da paz, fazedores da paz, construtores da paz (bis)
Cristãos de um tempo diferente, onde a gente tem que lutar
Se quer fazer alguma coisa pela paz a gente tem que lutar
Tem que arriscar, tem que falar, tem que dançar, tem que levar o pão e a paz.

4.Contemplação (Vida e Missão)
Qual meu novo olhar a partir da Palavra? Sinto-me discípulo/a de Jesus.
Meu olhar deste dia será iluminado pela presença de Jesus Cristo que me faz perceber os talentos que recebi e que não podem ser escondidos.
Rezo com o bem-aventurado Alberione:
Jesus e Maria, dai-me a vossa bênção:
Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém
Ó Jesus Mestre, Verdade-Caminho-Vida, tem piedade de nós

33ª Semana Comum – 17 de novembro de 2015

Liturgia diaria 17 de novembro

Na liturgia diária fazemos um encontro pessoal com Deus nos colocando a disposição para ouvir seus ensinamentos.

Para bem nos preparar invoquemos a presença do Espírito Santo: 

Vinde, Espírito Santo, enchei os corações dos vossos fiéis e acendei neles o fogo do vosso amor. Enviai o vosso Espírito e tudo será criado e renovareis a face da terra.

Oremos

Deus que instruístes os corações dos vossos fiéis com a luz do Espírito Santo, fazei que apreciemos retamente todas as coisas segundo o mesmo Espírito e gozemos sempre da sua consolação. Por Cristo, Senhor nosso. Amém.

ORAÇÃO DO DIA

Pai, faze-me puro de coração, como o Zaqueu convertido, tornando-me desapegado das coisas deste mundo e capaz de dividi-las com os pobres.

PRIMEIRA LEITURA:  2Mc 6,18-31

Leitura do Segundo Livro dos Macabeus – 18Eleazar era um dos principais doutores da Lei, homem de idade avançada e de venerável aparência. Quiseram obrigá-lo a comer carne de porco, abrindo à força sua boca. 19Mas ele, preferindo morrer gloriosamente a viver desonrado, caminhou espontaneamente para a tortura da roda, 20depois de ter cuspido o que lhe haviam posto na boca. Assim deveriam proceder os que têm a coragem de recusar aquilo que nem para salvar a vida é lícito comer. 21Os encarregados desse ímpio banquete ritual, que conheciam Eleazar desde muito tempo, chamaram-no à parte e insistiram para que mandasse trazer carnes cujo uso lhes era permitido e que ele mesmo tivesse preparado, apenas fingisse comer carnes provenientes do sacrifício, conforme o rei ordenara. 22Agindo assim evitaria a morte, aproveitando esta oportunidade que lhe davam em consideração à velha amizade. 23Mas ele tomou uma nobre resolução digna da sua idade, digna do prestígio de sua velhice, dos seus cabelos embranquecidos com honra, e da vida sem mancha que levara desde a infância. Uma resolução digna, sobretudo, da santa legislação instituída pelo próprio Deus. E respondeu coerentemente, dizendo que o mandassem logo para a mansão dos mortos. 24E acrescentou: “Usar desse fingimento seria indigno da nossa idade. Muitos jovens ficariam convencidos de que Eleazar, aos noventa anos, adotou as normas de vida dos estrangeiros; 25seriam enganados por mim, por causa do fingimento que eu usaria para salvar um breve resto de vida. De minha parte eu atrairia sobre minha velhice a vergonha e a desonra. 26E ainda que escapasse por um momento ao castigo dos homens, eu não poderia, nem vivo nem morto, fugir das mãos do Todo-poderoso. 27Se, pelo contrário, eu agora renunciar corajosamente a esta vida, vou mostrar-me digno de minha velhice, 28e deixarei aos jovens o nobre exemplo de como se deve morrer, com entusiasmo e generosidade, pelas veneráveis e santas leis”.
Ditas estas palavras, caminhou logo para o suplício. 29Os que o conduziam, transformaram em brutalidade a benevolência manifestada pouco antes. E consideraram loucas as palavras que ele acabara de dizer. 30Eleazar, porém, estando para morrer sob os golpes, disse ainda entre os gemidos: “O Senhor, em sua santa sabedoria, vê muito bem que eu, podendo escapar da morte, suporto em meu corpo as dores cruéis provocadas pelos açoites, mas em minha alma suporto-as com alegria, por causa do temor que lhe tenho”. 31Assim Eleazar partiu desta vida. Com sua morte deixou um exemplo de coragem e um modelo inesquecível de virtude, não só para os jovens, mas também para toda a nação. – Palavra do Senhor.
– Graças a Deus.

SALMO 3

— É o Senhor quem me sustenta e me protege!
— É o Senhor quem me sustenta e me protege!

— Quão numerosos, ó Senhor, os que me atacam; quanta gente se levanta contra mim! Muitos dizem, comentando a meu respeito: “Ele não acha a salvação junto de Deus!”

— Mas sois vós o meu escudo protetor, a minha glória que levanta minha cabeça! Quando eu chamei em alta voz pelo Senhor, do Monte santo ele me ouviu e respondeu.

— Eu me deito e adormeço bem tranqüilo; acordo em paz, pois o Senhor é meu sustento. Não terei medo de milhares que me cerquem e furiosos se levantem contra mim. Levantai-vos, ó Senhor, vinde salvar-me!

EVANGELHO: Lc 19,1-10

         – O Senhor esteja convosco.
          – Ele está no meio de nós.
– Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo † segundo São Lucas.
          – Glória a vós, Senhor.

         Naquele tempo, 1Jesus tinha entrado em Jericó e estava atravessando a cidade. 2Havia ali um homem chamado Zaqueu, que era chefe dos cobradores de impostos e muito rico. 3Zaqueu procurava ver quem era Jesus, mas não conseguia, por causa da multidão, pois era muito baixo. 4Então ele correu à frente e subiu numa figueira para ver Jesus, que devia passar por ali. 5Quando Jesus chegou ao lugar, olhou para cima e disse: “Zaqueu, desce depressa! Hoje eu devo ficar na tua casa”. 6Ele desceu depressa, e recebeu Jesus com alegria. 7Ao ver isso, todos começaram a murmurar, dizendo: “Ele foi hospedar-se na casa de um pecador!” 8Zaqueu ficou de pé, e disse ao Senhor: “Senhor, eu dou a metade dos meus bens aos pobres, e se defraudei alguém, vou devolver quatro vezes mais”.
9Jesus lhe disse: “Hoje a salvação entrou nesta casa, porque também este homem é um filho de Abraão. 10Com efeito, o Filho do Homem veio procurar e salvar o que estava perdido”.

– Palavra da Salvação
– Glória a vós Senhor.

Comentário do Evangelho

Deus nos vê, onde quer que estejamos
O relato do episódio de Zaqueu, em Jericó, é um dos mais belos relatos dos evangelhos, e exemplo da implicação ética da iluminação pela fé. A apresentação de Zaqueu é feita em função de Jesus, que iria passar por lá e que ele queria vê-lo. O que não imaginava e
certamente compreendeu somente mais tarde é que Jesus vinha procurá-lo e salvá-lo antes mesmo que buscasse vê-lo e conhecê-lo. No episódio da iluminação do cego, o leitor já foi informado de que uma multidão acompanhava Jesus. A atração, tanto da multidão como de Zaqueu, é Jesus de Nazaré que passava por Jericó, subindo para Jerusalém. O relato tem por finalidade revelar a identidade perdida de Zaqueu como homem de fé, e, de sua parte, Zaqueu fará a experiência de que, estando diante de Jesus, se está diante do Senhor. Essa transformação (o Jesus que ele queria ver era o Senhor) é devida à iniciativa de Jesus. Querendo ver Jesus, Zaqueu foi visto pelo Senhor. Deus nos vê, onde quer que estejamos. O encontro com o Senhor transformou a vida de Zaqueu. Expressão dessa transformação é a
atitude ética do chefe dos publicanos: partilha dos bens e restituição do que foi roubado dos outros. A salvação vem por Jesus, sem que seja preciso esperar mais. A conclusão do relato é a oportunidade em que Jesus afirma a finalidade da encarnação do Verbo de Deus.
Pe. Carlos Alberto Contieri, sj

LEITURA ORANTE

Preparo-me para a Leitura Orante, fazendo uma rede de comunicação
e comunhão em torno da Palavra com todas as pessoas que se neste ambiente
virtual. Rezamos em sintonia com a Santíssima Trindade.

Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém
Senhor, nós te agradecemos por este dia.
Abrimos, com este acesso à internet,
nossas portas e janelas para que tu possas
Entrar com tua luz.
Queremos que tu Senhor, definas os contornos de
Nossos caminhos,
As cores de nossas palavras e gestos,
A dimensão de nossos projetos,
O calor de nossos relacionamentos e o
Rumo de nossa vida.
Podes entrar, Senhor em nossas famílias.
Precisamos do ar puro de tua verdade.
Precisamos de tua mão libertadora para abrir
Compartimentos fechados.
Precisamos de tua beleza para amenizar
Nossa dureza.
Precisamos de tua paz para nossos conflitos.
Precisamos de teu contato para curar feridas.
Precisamos, sobretudo, Senhor, de tua presença
Para aprendermos a partilhar e abençoar!
Ó Jesus Mestre, Verdade-Caminho-Vida, tem piedade de nós.

1. Leitura (Verdade)
O que diz o texto do dia? Leio atentamente o texto: Lc 19,1-10.
Zaqueu procura ver e conhecer Jesus. Era um cobrador de impostos, profissão arrendada pelos romanos que consistia em pagar pontualmente a quantidade estipulada pelo império. Nesta posição o coletor tinha ocasiões para fraudar, não o fisco, mas os cidadãos comuns. Por isso não era bem visto.
Quando Jesus entra em Jericó, Zaqueu deseja vê-lo. Seu perfil é de um homem muito rico, chefe dos cobradores de impostos e baixinho. Tentava ver Jesus e não conseguia. Por isso, sobre numa figueira. O texto diz que “Jesus olhou para cima”, viu Zaqueu e falou com ele. O fato ganha relevo porque Jesus lhe dá uma atenção especial. Não só! Diz o seu nome – Zaqueu – e ainda, como se já o conhecesse, lhe diz, com liberdade, que vai passar o dia na sua casa. Zaqueu responde “com muita alegria”, descendo da árvore. Sentia-se muito honrado em receber Jesus em sua casa. As demais pessoas, “começaram a resmungar”. Viam apenas aquele que era considerado pecador. Zaqueu, por sua vez, não perde tempo. Se regenera. De pé, diz a Jesus que vai dar metade dos seus bens aos pobres e, se roubou alguém vai devolver-lhe o quádruplo.
E Jesus declara : “Hoje a salvação entrou nesta casa… O Filho do Homem veio buscar e salvar quem está perdido”.
A salvação é este encontro com Jesus Cristo e com os irmãos e se faz com a prática da justiça.

2. Meditação (Caminho)
O que o texto diz para mim, hoje?
Os bispos na Conferência de Aparecida lembraram: “Jesus, o Bom Pastor, quer nos comunicar a sua vida e se colocar a serviço da vida. Vemos como ele se aproxima do cego no caminho (cf. Mc 10,46-52), quando dignifica a samaritana (cf. Jo 4,7-26), quando cura os enfermos (cf. Mt 11,2-6), quando alimenta o povo faminto (cf. Mc 6,30-44), quando liberta os endemoninhados (cf. Mc 5,1-20). Em seu Reino de vida Jesus inclui a todos: come e bebe com os pecadores (cf. Mc 2,16), sem se importar que o tratem como comilão e bêbado (cf. Mt 11,19); toca leprosos (cf. Lc 5,13), deixa que uma prostituta unja seus pés (cf. Lc 7,36-50) e, de noite, recebe Nicodemos para convida-lo a nascer de novo (cf. Jo 3,1-15). Igualmente, convida a seus discípulos à reconciliação (cf. Mt 5,24), ao amor pelos inimigos (cf. Mt 5,44) e a optarem pelos mais pobres (cf. Lc 14,15-24).”(DA, 353)
E eu me interrogo: Como me sinto dentro da cena do Evangelho de hoje? Aceito que Jesus venha me visitar? Tenho garantida a minha paz e a felicidade pela aceitação de Jesus Cristo, da mesma forma que Zaqueu?

3.Oração (Vida)
O que o texto me leva a dizer a Deus?
Rezo, espontaneamente, com salmos e concluo com a oração do bem-aventurado Alberione, cuja festa celebramos no dia 26 de novembro.
“Jesus, Mestre:
que eu pense com a tua inteligência, com a tua sabedoria.
Que eu ame com o teu coração.
Que eu veja com os teus olhos.
Que eu fale com a tua língua.
Que eu ouça com os teus ouvidos.
Que as minhas mãos sejam as tuas.
Que os meus pés estejam sobre as tuas pegadas.
Que eu reze com as tuas orações.
Que eu celebre como tu te imolaste.
Que eu esteja em ti e tu em mim. Amém”.

4.Contemplação (Vida e Missão)
Qual meu novo olhar a partir da Palavra? Sinto-me discípulo/a de Jesus.
Meu olhar deste dia será iluminado pela presença de Jesus Cristo, acolhido na minha casa, no meu trabalho, nos meus relacionamentos.
Rezo com o bem-aventurado Alberione:
Jesus e Maria, dai-me a vossa bênção:
Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém
Ó Jesus Mestre, Verdade-Caminho-Vida, tem piedade de nós.

33ª Semana Comum – 16 de novembro de 2015

liturgia diaria

Na liturgia diária fazemos um encontro pessoal com Deus nos colocando a disposição para ouvir seus ensinamentos, para bem nos preparar:

Invoquemos a presença do Espírito Santo:

Vinde, Espírito Santo, enchei os corações dos vossos fiéis e acendei neles o fogo do vosso amor. Enviai o vosso Espírito e tudo será criado e renovareis a face da terra.

Oremos

Deus que instruístes os corações dos vossos fiéis com a luz do Espírito Santo, fazei que apreciemos retamente todas as coisas segundo o mesmo Espírito e gozemos sempre da sua consolação. Por Cristo, Senhor nosso. Amém.

ORAÇÃO DO DIA

Pai, infunde em mim uma fé profunda como a do pobre cego, cujo desejo de ser curado por Jesus levou-o a se abrir para a verdadeira visão que leva à salvação.

PRIMEIRA LEITURA: 1Mc 1,10-15.41-43.54-57.62-64

Leitura do Primeiro Livro dos Macabeus – Naqueles dias, 10brotou uma raiz iníqua, Antíoco Epífanes, filho do rei Antíoco. Estivera em Roma, como refém, e subiu ao trono no ano cento e trinta e sete da era dos gregos. 11Naqueles dias, apareceram em Israel pessoas ímpias, que seduziram a muitos, dizendo: “Vamos fazer uma aliança com as nações vizinhas, pois, desde que nos isolamos delas, muitas desgraças nos aconteceram”. 12Estas palavras agradaram, 13e alguns do povo entusiasmaram-se e foram procurar o rei, que os autorizou a seguir os costumes pagãos. 14Edificaram em Jerusalém um ginásio, de acordo com as normas dos gentios. 15Aboliram o uso da circuncisão e renunciaram à aliança sagrada. Associaram-se com os pagãos e venderam-se para fazer o mal. 41Então o rei Antíoco publicou um decreto para todo o reino, ordenando que todos formassem um só povo, obrigando cada um a abandonar seus costumes particulares. 42Todos os pagãos acataram a ordem do rei 43e inclusive muitos israelitas adotaram sua religião, sacrificando aos ídolos e profanando o sábado. 54No dia quinze do mês de Casleu, no ano cento e quarenta e cinco, Antíoco fez erigir sobre o altar dos sacrifícios a Abominação da desolação. E pelas cidades circunvizinhas de Judá construíram altares. 53Queimavam incenso junto às portas das casas e nas ruas. 56Os livros da Lei, que lhes caíam nas mãos, eram atirados ao fogo, depois de rasgados. 57Em virtude do decreto real, era condenado à morte todo aquele em cuja casa fosse encontrado um livro da Aliança, assim como qualquer pessoa que continuasse a observar a Lei. 62Mas muitos israelitas resistiram e decidiram firmemente não comer alimentos impuros. 63Preferiram a morte a contaminar-se com aqueles alimentos. E, não querendo violar a aliança sagrada, esses foram trucidados. 64Uma cólera terrível se abateu sobre Israel. – Palavra do Senhor.
– Graças a Deus.

SALMO 118

  — Vivificai-me, ó Senhor, e guardarei vossa Aliança!
— Vivificai-me, ó Senhor, e guardarei vossa Aliança!

— Apodera-se de mim a indignação, vendo que os ímpios abandonam vossa lei.

— Mesmo que os ímpios me amarrem com seus laços, nem assim hei de esquecer a vossa lei.

— Libertai-me da opressão e da calúnia, para que eu possa observar vossos preceitos!

— Meus opressores se aproximam com maldade; como estão longe, ó Senhor, de vossa lei!

— Como estão longe de salvar-se os pecadores, pois não procuram, ó Senhor, vossa vontade!

— Quando vejo os renegados, sinto nojo, porque foram infiéis à vossa lei.

EVANGELHO:  Lc 18,35-43

         – O Senhor esteja convosco.
          – Ele está no meio de nós.
– Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo † segundo São Lucas.
          – Glória a vós, Senhor.

         35Quando Jesus se aproximava de Jericó, um cego estava sentado à beira do caminho, pedindo esmolas. 36Ouvindo a multidão passar, ele perguntou o que estava acontecendo. 37Disseram-lhe que Jesus Nazareno estava passando por ali. 38Então o cego gritou: “Jesus, filho de Davi, tem piedade de mim!” 39As pessoas que iam na frente mandavam que ele ficasse calado. Mas ele gritava mais ainda: “Filho de Davi, tem piedade de mim!” 40Jesus parou e mandou que levassem o cego até ele. Quando o cego chegou perto, Jesus perguntou: 41“Que queres que eu faça por ti?” O cego respondeu: “Senhor, eu quero enxergar de novo”. 42Jesus disse: “Enxerga, pois, de novo. A tua fé te salvou”. 43No mesmo instante, o cego começou a ver de novo e seguia Jesus, glorificando a Deus. Vendo isso, todo o povo deu louvores a Deus.

– Palavra da Salvação
– Glória a vós Senhor.

Comentário do Evangelho

O Senhor desperta a esperança e a fé na vida
Jericó é um verdadeiro oásis em meio ao deserto, distante uns vinte quilômetros de Jerusalém. A cidade era imagem do paraíso. Por onde o Senhor passa ele vai despertando a esperança e a fé na vida. O cego, ao que o relato nos possibilita compreender, já tinha conhecimento da fama de Jesus, fama que, aliás, se espalhava cada vez mais. Por isso, ao ouvir da multidão que Jesus de Nazaré estava passando, ele grita suplicando por compaixão. A multidão não foi capaz de conter o seu grito repleto de confiança e esperança de poder ver. O Senhor não é alheio à voz do sofrimento do seu povo (cf. Ex 3,7-9). Estando face a face com Jesus, que mandou buscá-lo, ele é provocado no seu desejo mais profundo pela pergunta que Jesus lhe dirige. Ver é o que ele deseja. A fé salva, a fé ilumina, faz ver; é a fé que arranca da escuridão e conduz à luz. O desejo do cego devia ser o desejo de todo verdadeiro discípulo, isto é, ser iluminado pela fé. A fé em Jesus não foi a causa da cura do cego, mas a condição para deixar-se iluminar e receber a visão como dom. A consequência da iluminação da fé é o seguimento de Jesus Cristo.
Pe. Carlos Alberto Contieri, sj

LEITURA ORANTE

Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém
Senhor, nós te agradecemos por este dia.
Abrimos, com este acesso à internet,
nossas portas e janelas para que tu possas
Entrar com tua luz.
Queremos que tu Senhor, definas os contornos de
Nossos caminhos,
As cores de nossas palavras e gestos,
A dimensão de nossos projetos,
O calor de nossos relacionamentos e o
Rumo de nossa vida.
Podes entrar, Senhor em nossas famílias.
Precisamos do ar puro de tua verdade.
Precisamos de tua mão libertadora para abrir
Compartimentos fechados.
Precisamos de tua beleza para amenizar
Nossa dureza.
Precisamos de tua paz para nossos conflitos.
Precisamos de teu contato para curar feridas.
Precisamos, sobretudo, Senhor, de tua presença
Para aprendermos a partilhar e abençoar!
Ó Jesus Mestre, Verdade-Caminho-Vida, tem piedade de nós.

1. Leitura (Verdade)
O que diz o texto do dia?
Leio atentamente o texto: Lc 18,35-43.
A cura do cego de Jericó é carregada de simbolismo. No meio da multidão, mesmo cego, ele descobre Jesus. Depois, reconhece, com seu grito, o Messias. Isto contrasta com a cegueira dos discípulos que não conseguem dizer o mesmo. A cura que Jesus realiza devolvendo-lhe a visão é bastante significativa. Expressiva também é a confissão do cego, em três momentos. Primeiro reconhece o Messias. Depois chama Jesus de “Senhor”. No terceiro momento dá glória a Deus e segue Jesus. Estes três passos são um “itinerário de luz” para quem se converte. Ainda podemos pensar que para seguir Jesus é precisa estar com os olhos abertos, em constante discernimento. Depois, ter disposição para seguir Jesus e não outro caminho.

2. Meditação (Caminho)
O que o texto diz para mim, hoje?
Identifico-me com o cego de Jericó? Sou capaz de encontrar Jesus no meio da multidão do mundo de hoje? Vivo o itinerário de luz do homem curado por Jesus?
Os bispos na Conferência de Aparecida lembraram: “O discípulo sabe que sem Cristo não há luz, não há esperança, não há amor, não há futuro””(DA, 146).

3.Oração (Vida)
O que o texto me leva a dizer a Deus?
Rezo, espontaneamente, com salmos e concluo com a oração do bem-aventurado Alberione, cuja festa celebramos no dia 26 de novembro.
“Jesus, Mestre:
que eu pense com a tua inteligência, com a tua sabedoria.
Que eu ame com o teu coração.
Que eu veja com os teus olhos.
Que eu fale com a tua língua.
Que eu ouça com os teus ouvidos.
Que as minhas mãos sejam as tuas.
Que os meus pés estejam sobre as tuas pegadas.
Que eu reze com as tuas orações.
Que eu celebre como tu te imolaste.
Que eu esteja em ti e tu em mim. Amém”.

4.Contemplação (Vida e Missão)
Qual meu novo olhar a partir da Palavra? Sinto-me discípulo/a de Jesus.
Meu olhar deste dia será iluminado pela presença de Jesus Cristo.
Rezo com o bem-aventurado Alberione:
Jesus e Maria, dai-me a vossa bênção:
Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém
Ó Jesus Mestre, Verdade-Caminho-Vida, tem piedade de nós.

33º Domingo Comum – 15 de novembro de 2015

liturgia diaria do dia 15 de novembro

Na liturgia diária fazemos um encontro pessoal com Deus nos colocando a disposição para ouvir seus ensinamentos.

Para bem nos preparar invoquemos a presença do Espírito Santo: 

Vinde, Espírito Santo, enchei os corações dos vossos fiéis e acendei neles o fogo do vosso amor. Enviai o vosso Espírito e tudo será criado e renovareis a face da terra.

Oremos

Deus que instruístes os corações dos vossos fiéis com a luz do Espírito Santo, fazei que apreciemos retamente todas as coisas segundo o mesmo Espírito e gozemos sempre da sua consolação. Por Cristo, Senhor nosso. Amém.

ORAÇÃO DO DIA

Senhor Jesus, que eu me deixe guiar por tuas palavras, e me mantenha vigilante, na caridade, à tua espera.

PRIMEIRA LEITURA: Dn 12,1-3

Leitura da Profecia de Daniel – 1“Naquele tempo, se levantará Miguel, o grande príncipe, defensor dos filhos de teu povo; e será um tempo de angústia, como nunca houve até então, desde que começaram a existir nações. Mas, nesse tempo, teu povo será salvo, todos os que se acharem inscritos no Livro.
2Muitos dos que dormem no pó da terra despertarão, uns para a vida eterna, outros para o opróbrio eterno.
3Mas os que tiverem sido sábios brilharão como o firmamento; e os que tiverem ensinado a muitos homens os caminhos da virtude, brilharão como as estrelas, por toda a eternidade. – Palavra do Senhor.
– Graças a Deus.

SALMO 15

 — Guardai-me, ó Deus, porque em vós me refugio!
— Guardai-me, ó Deus, porque em vós me refugio!

— Ó Senhor, sois minha herança e minha taça,/ meu destino está seguro em vossas mãos!/ Tenho sem­pre o Senhor ante meus olhos,/ pois se o tenho a meu lado não vacilo.

— Eis por que meu coração está em festa,/ minha alma rejubila de alegria,/ e até meu corpo no repouso está tranquilo;/ pois não haveis de me deixar entregue à morte,/ nem vosso amigo conhecer a corrupção.

— Vós me ensinais vosso caminho para a vida;/ junto a vós, felicidade sem limites,/ delícia eterna e alegria ao vosso lado!

SEGUNDA LEITURA: Hb 10,11-14.18

Leitura da Carta aos Hebreus – 11Todo sacerdote se apresenta diariamente para celebrar o culto, oferecendo muitas vezes os mesmos sacrifícios, incapazes de apagar os pecados. 12Cristo, ao contrário, depois de ter oferecido um sacrifício único pelos pecados, sentou-se para sempre à direita de Deus. 13Não lhe resta mais senão esperar até que seus inimigos sejam postos debaixo de seus pés.
14De fato, com esta única oferenda, levou à perfeição definitiva os que ele santifica. 18Ora, onde existe o perdão, já não se faz oferenda pelo pecado

– Palavra do Senhor.
– Graças a Deus.

EVANGELHO: Mc 13,24-32

         – O Senhor esteja convosco.
          – Ele está no meio de nós.
– Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo † segundo São Marcos.
          – Glória a vós, Senhor.

          Naquele tempo, Jesus disse a seus discípulos:
24“Naqueles dias, depois da grande tribulação, o sol vai se escurecer, e a lua não brilhará mais, 25as estrelas começarão a cair do céu e as forças do céu serão abaladas.
26Então vereis o Filho do Homem vindo nas nuvens com grande poder e glória. 27Ele enviará os anjos aos quatro cantos da terra e reunirá os eleitos de Deus, de uma extremidade à outra da terra.
28Aprendei, pois, da figueira esta parábola: quando seus ramos ficam verdes e as folhas começam a brotar, sabeis que o verão está perto. 29Assim também, quando virdes acontecer essas coisas, ficai sabendo que o Filho do Homem está próximo, às portas.
30Em verdade vos digo, esta geração não passará até que tudo isto aconteça. 31O céu e a terra passarão, mas as minhas palavras não passarão. 32Quanto àquele dia e hora, ninguém sabe, nem os anjos do céu, nem o Filho, mas somente o Pai”.

– Palavra da Salvação
– Glória a vós Senhor.

Comentário do Evangelho

A incerteza quanto ao dia e a hora deve nos despertar para a vigilância
Estamos concluindo o ano litúrgico. Por isso, os textos falam da destruição do Templo e do “fim do mundo”, não como término total, mas do que é definitivo para a existência humana. Tanto o trecho do livro de Daniel como o do evangelho de hoje falam de catástrofe e de salvação. O trecho do livro de Daniel mostra um tempo de desolação e de aflição como jamais existiu. Mas, imediatamente, ele anuncia a salvação dos que estão inscritos no livro, isto é, os membros do povo eleito, os que permanecem fiéis ao Senhor.

E Daniel vai ainda mais longe, pois anuncia a ressurreição: “muitos que dormem no pó despertarão: uns para a vida eterna, outros para a vergonha e infâmia eternas”. O anúncio dessas catástrofes e desolações tem por finalidade nos ajudar a pensar no “juízo final”, no qual seremos julgados acerca de nossas obras.

É preciso pensar no juízo final para podermos viver fielmente o presente nos engajando numa vida de união com o Senhor e de serviço generoso aos nossos semelhantes. No evangelho Jesus também anuncia catástrofes cósmicas, retomando certas imagens utilizadas pelos profetas. Esse tipo de linguagem chamamos de apocalíptica, cuja característica é a criptografia, linguagem ou escrito velado.

É uma linguagem típica para o tempo de crise, como no Apocalipse de S. João, por exemplo. O discurso apocalíptico de Jesus é motivado pela observação de um dos seus discípulos acerca da magnífica construção do templo (cf. Mc 13,1). Depois do anúncio da catástrofe cósmica, o filho do homem se manifestará na sua glória e enviará os seus anjos para reunir os seus eleitos.

Os que permanecerem fiéis podem estar confiantes na sua salvação, mas não devem deixar de vigiar, de estar atentos aos sinais de Deus, de conservar-se unidos ao Senhor, de viver a fé em Cristo, sem desanimar. A incerteza quanto ao dia e a hora deve nos despertar para a vigilância, para um engajamento cada vez maior no seguimento de Jesus Cristo. A vigilância requerida de todos nós é, ainda, para apoiar a vida nas palavras de Jesus que não passarão jamais.
Pe. Carlos Alberto Contieri, sj

LEITURA ORANTE

Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém
Senhor, nós te agradecemos por este dia.
Abrimos, com este acesso à internet,
nossas portas e janelas para que tu possas
Entrar com tua luz.
Queremos que tu Senhor, definas os contornos de
Nossos caminhos,
As cores de nossas palavras e gestos,
A dimensão de nossos projetos,
O calor de nossos relacionamentos e o
Rumo de nossa vida.
Podes entrar, Senhor em nossas famílias.
Precisamos do ar puro de tua verdade.
Precisamos de tua mão libertadora para abrir
Compartimentos fechados.
Precisamos de tua beleza para amenizar
Nossa dureza.
Precisamos de tua paz para nossos conflitos.
Precisamos de teu contato para curar feridas.
Precisamos, sobretudo, Senhor, de tua presença
Para aprendermos a partilhar e abençoar!
Ó Jesus Mestre, Verdade-Caminho-Vida, tem piedade de nós.

1. Leitura (Verdade)
O que diz o texto do dia?
Leio atentamente o texto: Mc 13,24-32.
O Evangelho trata da vinda do Messias também dita, parusia. Quando à época, Marcos diz apenas “aqueles dias”. Esta expressão era usada também pelos profetas para dizer um futuro indefinido. Depois descreve os fenômenos da natureza: o sol que se escurece, a lua também não brilhará mais e as estrelas cairão. Através destes fenômenos cósmicos, Deus intervém na História. Nesta apresentação apocalíptica, a intenção de Jesus não é incutir medo nos discípulos, mas pretende convidá-los a permanecerem vigilantes e preparados para o encontro com o Senhor.
A parábola da figueira que também fala de expectativa e esperança, sugere que a história está em processo permanente até a revelação do Filho de Deus. Como diz São Paulo, ” a criação toda geme e sofre dores de parto esperando a revelação dos filhos de Deus’ (Rm 8,22).
E Jesus garante: “O céu e a terra desaparecerão, mas as minhas palavras ficarão para sempre”.

2. Meditação (Caminho)
O que o texto diz para mim, hoje?
Os bispos na Conferência de Aparecida lembraram: “É preciso fundamentar nosso compromisso missionário e toda nossa vida na rocha da Palavra de Deus”. (DA, 247).
E eu me interrogo: Como me alimento da Palavra? Faço a Leitura Orante e assumo compromissos concretos a partir dela? Ouço com atenção a Palavra proclamada na comunidade? Comunico a Palavra aos demais?

3.Oração (Vida)
O que o texto me leva a dizer a Deus?
Rezo, espontaneamente, ou canto com o Padre Zezinho, scj, a canção “Palavras que não passam”:
Foi teu coração que me ensinou Palavras que não passam
No teu coração coloquei o meu, minha religião vem de ouvir teu coração

Foi teu coração que me ensinou a fazer da vida a uma esperança só
Sei que aprenderei se te ouvir falar. Não me perderei se te ouvir com atenção

Palavras que não passam, Palavras que libertam, Palavra poderosa tem teu coração
Palavra por palavra revelas o infinito, como é bonito ouvir teu coração

4.Contemplação (Vida e Missão)
Qual meu novo olhar a partir da Palavra? Sinto-me discípulo/a de Jesus.
Meu olhar deste dia será iluminado pela Palavra.
Rezo com o bem-aventurado Alberione:
Jesus e Maria, dai-me a vossa bênção:
Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém
Ó Jesus Mestre, Verdade-Caminho-Vida, tem piedade de nós.

32ª Semana Comum – 14 de novembro de 2015

Liturgia diária

Na liturgia diária fazemos um encontro pessoal com Deus nos colocando a disposição para ouvir seus ensinamentos.

Para bem nos preparar invoquemos a presença do Espírito Santo: 

Vinde, Espírito Santo, enchei os corações dos vossos fiéis e acendei neles o fogo do vosso amor. Enviai o vosso Espírito e tudo será criado e renovareis a face da terra.

Oremos

Deus que instruístes os corações dos vossos fiéis com a luz do Espírito Santo, fazei que apreciemos retamente todas as coisas segundo o mesmo Espírito e gozemos sempre da sua consolação. Por Cristo, Senhor nosso. Amém.

ORAÇÃO DO DIA

Pai, faze-me pobre e simples diante de ti, de modo que minhas súplicas sejam atendidas, pois jamais deixas de atender a quem se volta para ti na humildade de coração.

PRIMEIRA LEITURA: Sb 18,14-16; 19,6-9

Leitura do Livro da Sabedoria – 18,14Quando um tranqüilo silêncio envolvia todas as coisas e a noite chegava ao meio de seu curso, 15a tua palavra onipotente, vinda do alto do céu, do seu trono real, precipitou-se, como guerreiro impiedoso, no meio de uma terra condenada ao extermínio; como espada afiada, levava teu decreto irrevogável; 16defendendo-se, encheu tudo de morte e, mesmo estando sobre a terra, ela atingia o céu. 19,6Então, a criação inteira, obediente às tuas ordens, foi de novo remodelada em cada espécie de seres, para que teus filhos fossem preservados de todo perigo. 7Apareceu a nuvem para dar sombra ao acampamento, e a terra enxuta surgiu onde antes era água: o mar Vermelho tornou-se caminho desimpedido, e as ondas violentas se transformaram em campo verdejante, 8por onde passaram, como um só povo, os que eram protegidos por tua mão, contemplando coisas assombrosas. 9Como cavalos soltos na pastagem e como cordeiros, correndo aos saltos, glorificaram-te a ti, Senhor, seu libertador. – Palavra do Senhor.
– Graças a Deus.

SALMO 104

— Lembrai sempre as maravilhas do Senhor!
— Lembrai sempre as maravilhas do Senhor!

— Cantai, entoai salmos para ele, publicai todas as suas maravilhas! Gloriai-vos em seu nome que é santo, exulte o coração que busca a Deus!

— Matou na própria terra os primogênitos, a fina flor de sua força varonil. Fez sair com ouro e prata o povo eleito, nenhum doente se encontrava em suas tribos.

— Ele lembrou-se de seu santo juramento, que fizera a Abraão, seu servidor. Fez sair com grande júbilo o seu povo, e seus eleitos, entre gritos de alegria.

EVANGELHO: Lc 18,1-8

         – O Senhor esteja convosco.
          – Ele está no meio de nós.
– Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo † segundo São Lucas.
          – Glória a vós, Senhor.

         Naquele tempo, 1Jesus contou aos discípulos uma parábola, para mostrar-lhes a necessidade de rezar sempre, e nunca desistir, dizendo: 2“Numa cidade havia um juiz que não temia a Deus, e não respeitava homem algum. 3Na mesma cidade havia uma viúva, que vinha à procura do juiz, pedindo: ‘Faze-me justiça contra o meu adversário!’ 4Durante muito tempo, o juiz se recusou. Por fim, ele pensou: ‘Eu não temo a Deus, e não respeito homem algum. 5Mas esta viúva já me está aborrecendo. Vou fazer-lhe justiça, para que ela não venha agredir-me!’” 6E o Senhor acrescentou: “Escutai o que diz este juiz injusto. 7E Deus, não fará justiça aos seus escolhidos, que dia e noite gritam por ele? Será que vai fazê-los esperar? 8Eu vos digo que Deus lhes fará justiça bem depressa. Mas o Filho do homem, quando vier, será que ainda vai encontrar fé sobre a terra?”

– Palavra da Salvação
– Glória a vós Senhor.

Comentário do Evangelho

O cuidado de Deus para com os seus escolhidos
A vida de um autêntico discípulo de Jesus deve ser marcada pela intimidade com o Senhor, cultivada na oração. O próprio narrador explicita a finalidade da parábola: mostrar aos discípulos a necessidade da perseverança na oração. Toda parábola visa, para além da lógica da descrição, transmitir uma mensagem. Um dos personagens da parábola é um juiz que agia inescrupulosamente, não respeitando Deus nem os seus semelhantes. Em outros termos, trata-se de alguém que age arbitrariamente, não levando em consideração a Deus nem aos homens. Essa descrição do juiz, na parábola, serve para enfatizar a importância da perseverança da súplica da viúva e ressaltar, por comparação, o cuidado de Deus para com os seus escolhidos. Deus não abandona os que ele escolheu; socorre a todos e os atende em suas necessidades. Tirando as consequências da parábola para toda a Comunidade cristã, a mensagem é clara: deve ser uma comunidade orante, suplicante, consciente de que todo verdadeiro bem procede unicamente de Deus. A oração confiante sustenta o testemunho da Igreja e nutre o empenho missionário da comunidade eclesial (cf. At 2,42-47; 12,1-19).
Pe. Carlos Alberto Contieri, sj

LEITURA ORANTE

Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém
Senhor, nós te agradecemos por este dia.
Abrimos, com este acesso à internet,
nossas portas e janelas para que tu possas
Entrar com tua luz.
Queremos que tu Senhor, definas os contornos de
Nossos caminhos,
As cores de nossas palavras e gestos,
A dimensão de nossos projetos,
O calor de nossos relacionamentos e o
Rumo de nossa vida.
Podes entrar, Senhor em nossas famílias.
Precisamos do ar puro de tua verdade.
Precisamos de tua mão libertadora para abrir
Compartimentos fechados.
Precisamos de tua beleza para amenizar
Nossa dureza.
Precisamos de tua paz para nossos conflitos.
Precisamos de teu contato para curar feridas.
Precisamos, sobretudo, Senhor, de tua presença
Para aprendermos a partilhar e abençoar!
Ó Jesus Mestre, Verdade-Caminho-Vida, tem piedade de nós.

1. Leitura (Verdade)
O que diz o texto do dia?
Leio atentamente o texto: Lc 18,1-8 .
A viúva de que Jesus fala no Evangelho, fazia parte de um grupo bastante exposto a abusos legais, judiciais e jurídicos porque não podiam subornar nem pagar. A viúva procurava o juiz pedindo justiça contra seu adversário. Mas, o juiz era iníquo. Não temia a Deus e nem respeita as pessoas. Por isso não atendia o caso do julgamento daquela mulher. Mas, sentindo-se incomodado por tantos apelos da viúva, ele resolveu atendê-la. E Jesus comenta: se aquele juiz iníquo, para não ser incomodado, atendeu àquela mulher, muito mais e sem demora, Deus que é bom e justo, vai ajudar o seu povo. A fé e a confiança neste Deus justo e bom deve animar os que crêem.

2. Meditação (Caminho)
O que o texto diz para mim, hoje?
Os bispos na Conferência de Aparecida lembraram: ” Na história do amor trinitário, Jesus de Nazaré, homem como nós e Deus conosco, morto e ressuscitado, nos é dado como Caminho, Verdade e Vida. No encontro de fé com o inaudito realismo de sua Encarnação, podemos ouvir, ver com nossos olhos, contemplar e tocar com nossas mãos a Palavra de vida (cf. 1 Jo 1,1), experimentamos que “o próprio Deus vai atrás da ovelha perdida, a humanidade doente e extraviada. Quando em suas parábolas Jesus fala do pastor que vai atrás da ovelha desgarrada, da mulher que procura a dracma, do pai que sai ao encontro de seu filho pródigo e o abraça, não se trata só de meras palavras, mas da explicação de seu próprio ser e agir””(DA, 242).
E eu me interrogo: Deus para mim é este Juiz bondoso que vai ao encalço de quem se perdeu? a justiça de Deus é amor para todos. Sinto-me uma pessoa amada, acolhida, ouvida por Deus?

3.Oração (Vida)
O que o texto me leva a dizer a Deus?
Rezo, espontaneamente, com salmos e concluo com a oração do bem-aventurado Alberione, cuja festa celebramos no dia 26 de novembro.
“Jesus, Mestre:
que eu pense com a tua inteligência, com a tua sabedoria.
Que eu ame com o teu coração.
Que eu veja com os teus olhos.
Que eu fale com a tua língua.
Que eu ouça com os teus ouvidos.
Que as minhas mãos sejam as tuas.
Que os meus pés estejam sobre as tuas pegadas.
Que eu reze com as tuas orações.
Que eu celebre como tu te imolaste.
Que eu esteja em ti e tu em mim. Amém”.

4.Contemplação (Vida e Missão)
Qual meu novo olhar a partir da Palavra? Sinto-me discípulo/a de Jesus.
Meu olhar deste dia será iluminado pela presença de Jesus Cristo, justo Juiz que me ama e prepara o melhor para mim.
Rezo com o bem-aventurado Alberione:
Jesus e Maria, dai-me a vossa bênção:
Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém
Ó Jesus Mestre, Verdade-Caminho-Vida, tem piedade de nós

Homila Dominical

3º Domingo do Advento – B

3º Domingo do Advento – B

João se preocupou com o testemunho do Senhor que virá, abrindo como precursor os seus caminhos. “Que Ele cresça e eu diminua”
preparai o caminho do senhor

2º Domingo do Advento – Ano B

Revestido de autoridade e agindo em nome de Deus, João Batista prepara o caminho do Senhor e anuncia a derrota do mal e do pecado.