Liturgia diária, Senhor, ensina-nos a orar - Lc 11,1-4

27ª Semana do Tempo Comum – Ano Litúrgico C

09 de outubro de 2019

ORAÇÃO DO DIA

Pai, inspira-me a rezar como convém, de forma que a minha oração se expresse em gestos de solidariedade e de reconciliação, sinais inequívocos de minha comunhão contigo.

PRIMEIRA LEITURA: Jn 4,1-11

Leitura da Profecia de Jonas

1Este desfecho causou em Jonas profunda mágoa e irritação; 2orou então ao Senhor, dizendo: “Peço-te me ouças, Senhor: não era isto que eu receava, quando ainda estava em minha terra? Por isso, antecipei-me, fugindo para Társis. Sabia que és um Senhor benigno e misericordioso, paciente e cheio de bondade, e que facilmente perdoas a punição. 3E agora, Senhor, peço que me tires a minha vida, para mim é melhor morrer do que viver”.
4Disse o Senhor: “Achas que tens boas razões para irar-te?” 5Jonas saiu da cidade e estabeleceu-se na parte oriental e ali fez para si uma cabana, onde repousava à sombra, a ver o que ia acontecer à cidade.
6O Senhor fez nascer uma hera, que cresceu sobre a cabana, para dar sombra à cabeça de Jonas e abrandar seu aborrecimento. E Jonas alegrou-se grandemente por causa da hera. 7Mas, ao raiar do dia seguinte, o Senhor determinou que um verme atacasse a hera e ela secou.
8Quando o sol se levantou, mandou o Senhor do oriente um vento quente; e o sol bateu forte sobre a cabeça de Jonas, que se sentiu desfalecer; teve vontade de morrer, e disse: “Para mim é melhor morrer do que viver”. 9Disse o Senhor a Jonas: “Achas que tens boas razões para irar-te por esta hera?”
“Sim”, respondeu ele, “tenho razão até para morrer de raiva”. 10O Senhor replicou-lhe: “Tu sofres por causa desta planta, que não te custou trabalho e não fizeste crescer, que nasceu numa noite e na outra morreu. 11E eu não haveria de salvar esta grande cidade de Nínive, em que vivem cento e vinte mil seres humanos, que não sabem distinguir a mão direita da esquerda, e um grande número de animais?”

  • Palavra do Senhor.
    – Graças a Deus.

SALMO 85(86)

         — Ó Senhor, sois amor, paciência e perdão.
— Ó Senhor, sois amor, paciência e perdão.

— Piedade de mim, ó Senhor, porque clamo por vós todo o dia! Animai e alegrai vosso servo, pois a vós eu elevo a minh’alma.

— Ó Senhor, vós sois bom e clemente, sois perdão para quem vos invoca. Escutai, ó Senhor, minha prece, o lamento da minha oração!

— As nações que criastes virão adorar e louvar vosso nome. Sois tão grande e fazeis maravilhas: vós somente sois Senhor e Deus!

EVANGELHO: Lc 11,1-4

        – O Senhor esteja convosco.
          – Ele está no meio de nós.
– Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo † segundo São Lucas.
          – Glória a vós, Senhor.

1Um dia, Jesus estava rezando num certo lugar. Quando terminou, um de seus discípulos pediu-lhe: “Senhor, ensina-nos a rezar, como também João ensinou a seus discípulos”. 2Jesus respondeu: “Quando rezardes, dizei: ‘Pai, santificado seja o teu nome. Venha o teu Reino. 3Dá-nos a cada dia o pão de que precisamos, 4e perdoa-nos os nossos pecados, pois nós também perdoamos a todos os nossos devedores; e não nos deixes cair em tentação’”.

  • Palavra da Salvação
    – Glória a vós Senhor.

Comentário do Evangelho

Os discípulos querem aprender a rezar, e Jesus lhes ensina o Pai-Nosso. Há duas edições do Pai-Nosso: a de São Mateus e a de São Lucas. A de São Mateus tem sete pedidos. A de São Lucas, cinco. O texto básico seria o de Lucas. Mateus acrescentou duas petições: que a vontade de Deus seja feita e que ele nos livre do maligno. Hoje em dia usamos a fórmula de São Mateus com sete petições. Com Lucas pedimos a santificação do nome do Pai e que o seu Reino venha até nós. Não nos falte o pão de cada dia. Que os nossos pecados sejam perdoados porque também perdoamos os nossos devedores. E que Deus não nos deixe cair em tentação. Com Mateus acrescentamos que a vontade de Deus seja feita e que ele nos livre do maligno. Mateus fala do perdão das dívidas. Lucas fala do perdão dos pecados e dos devedores. Os Evangelistas se baseiam em fontes comuns, mas conservam sua liberdade de redação. Não há erros nem contradições nas Escrituras. Fica, no entanto, a pergunta: O que Jesus mesmo teria dito? Os primeiros discípulos ouviram e anotaram o que Jesus dizia e fazia. Alguns elaboraram pequenos textos, que outros ampliaram. Consultaram fontes comuns e também fontes próprias conhecidas pelo escritor e, pensando em suas comunidades para as quais tinham uma mensagem de fé a transmitir, redigiram os seus livros, inspirados pelo Espírito.

Côn. Celso Pedro da Silva, ‘A Bíblia dia a dia 2019’, Paulinas

LEITURA ORANTE

Oração Inicial
A oração que Jesus faz quando os discípulos lhe pedem que os ensine a rezar é uma oração insubstituível. Contudo, essa é a oração de Jesus, Ele nos orientou sobre como devemos orar. Agora, qual é a sua oração? Modelos nos inspiram, e podemos (como no caso do Pai-Nosso) repeti-los, mas é preciso que essa oração se torne nossa. Rezemos com todo o nosso ser, fazendo-a nossa, tornando nossa essa belíssima oração que Jesus nos deixou: “Pai, santificado seja o teu nome; venha o teu Reino; dá-nos, a cada dia, o pão cotidiano, e perdoa-nos os nossos pecados, pois nós também perdoamos a todo aquele que nos deve; e não nos introduzas em tentação”.

Leitura (Verdade)
O Evangelho de Lucas, na oração do Pai-Nosso, difere um pouco do texto em Mateus 6,5-13. Confira os dois textos. Quais atitudes Jesus apresenta para que nossa oração de filhos seja agradável ao Pai? Esse texto dos Evangelhos é fundamental. Que outros ensinamentos ele nos deixa?

Meditação (Caminho)
Pautar nossa conduta na oração do Pai-Nosso é um projeto de vida para o discípulo de Jesus. Esta oração atravessa todas as relações: com Deus, com os irmãos, com o universo. Ela harmoniza nosso ser em todas as dimensões: espiritual, psicológica, fraternal e social. “Os devotos dos tempos de Jesus rezavam longas orações, entre elas os Salmos. E os diferentes grupos religiosos tinham suas próprias orações. Inspirados na oração de Jesus, os apóstolos pedem que ele os ensine a rezar. Eles percebiam uma oração diferente. Não estava voltada para os outros, mostrando sua religiosidade. Jesus falava com o Pai e com isso era fiel ao projeto do Reino. Como Jesus orava permanecerá um mistério para nós. Como devemos rezar, Ele nos ensinou. Nesta oração encontramos o louvor ao Pai e seu projeto e pedimos sua graça em nossa caminhada sempre marcada pela ótica humana e pela fraqueza. Nós pedimos que nos revele onde está o mal e como poderemos superá-lo. Ele nos ensina a rezar como irmãos” (Frei Mário Sérgio Souza, em “Viver a Palavra”, da Paulinas Editora).

Oração (Vida)
Vocês, orem assim: “Pai nosso que estás nos céus, santificado seja o teu nome. Venha o teu Reino; seja feita a tua vontade, assim na terra como no céu. Dá-nos hoje o nosso pão de cada dia. Perdoa as nossas dívidas, assim como perdoamos aos nossos devedores. E não nos deixes cair em tentação, mas livra-nos do mal, porque teu é o Reino, o poder e a glória para sempre. Amém” (cf. Mt, 6,9-13).

Contemplação (Vida e Missão)
A oração é alimento para nossa fé e nossa missão como cristãos. Vigiemos para que nosso orar não se resuma a palavras, mas seja uma tomada de consciência de que dependemos de Deus e a Ele devemos nosso louvor. Como filhos amados, dirigimos a Ele nossa súplica confiante.

Bênção

  • Que Deus nos abençoe e nos guarde. Amém.
  • Que Ele nos mostre a Sua face e se compadeça de nós. Amém.
  • Que volte para nós o Seu olhar e nos dê a paz. Amém.
  • Abençoe-nos, Deus misericordioso, Pai, Filho e Espírito Santo. Amém.

Paulinas